Alemanha alcança 4ª lugar em ranking de inovação

Nos últimos cinco anos, a Alemanha melhorou seu desempenho em inovação, alcançando a 4ª posição na pesquisa comparativa entre 26 países industrializados, realizada pela Associação Federal da Indústria Alemã (BDI, sigla em alemão) em parceria com a Fundação da Deutsche Telekom, companhia alemã de telecomunicações.

“Os intensivos esforços dos últimos nos anos, para tornar a Alemanha mais forte em inovação, foram recompensados. Mesmo durante a crise econômica, muitas empresas investiram em pesquisa e desenvolvimento”, comentou Dieter Schweer, membro da diretoria do BDI sobre o resultado da pesquisa. “Essa estratégia da economia alemã contribuiu em larga escala para que o país dominasse a crise tão rapidamente”, declarou ainda o especialista.

Já na área de educação, a Alemanha ainda tem um grande déficit de inovação, ocupando assim somente o 17ª lugar na comparação específica por setor. “Para uma nação industrialmente e tecnologicamente tão importante como a Alemanha, é inaceitável ter uma nota ruim no que diz respeito à inovação no setor educacional. Educação tem que ser mais do que discurso político, mas se tornar tema principal das ações diárias”, disse Klaus Kinkel, diretor da Fundação da Deutsche Telekom. “Sem um bom sistema educacional não é possível ter boas pesquisas, inovações e com isso, um crescimento duradouro”, completou.

A pesquisa internacional, ‘Indicadores de Inovação’ foi publicada pela sexta vez neste ano e, em sua mais recente edição, a Suíça ocupou o primeiro lugar do ranking, seguida de Cingapura e Suécia. Já os Estados Unidos, que lideravam em 2009, caíram para 9ª posição em 2011.

Pela primeira vez, o estudo foi elaborado por um consórcio de institutos de pesquisa europeus, entre eles, o Instituto Frauenhofer para Pesquisas de Sistema e Inovação (Frauenhofer ISI, no alemão) e o Centro Europeu para Pesquisas Econômicas (ZEW, no alemão). O estudo avaliou a capacidade de inovação das 26 economias nas seguintes áreas: economia, ciências, educação, estado e sociedade.

Inovação nos BRICS

Segundo a pesquisa, os países asiáticos também se desenvolveram positivamente no âmbito de inovações, fato que ressalta a importância econômica global da região.

Os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), por outro lado, ainda têm grande demanda nessa área. Porém, esses países estão “avançando” e se tornando “centros de força”, apontou o estudo.

A China, no entanto, é vista como um caso a parte. Não somente em função do tamanho e da dinâmica do país, mas também devido à disponibilidade de inovação de seu povo, os especialistas contam com um grande crescimento em inovações.

SXC
SXC