1º Startup Day Brasil-Alemanha acontece no Rio de Janeiro

lympada_2_rgbNo dia 30 de novembro, a Câmara Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro realizou o 1º Startup Day Brasil-Alemanha. O evento teve como objetivo reunir empreendedores, especialistas e criativos que atuam na ponte entre os dois países para compartilhar suas ideias e experiências profissionais.

Um dos destaques do encontro foi a mesa “Relação Brasil-Alemanha”, que contou com a presença de Breno Pessoa, gerente de Marketing da Babbel (Berlim) para a América Latina, e Felipe Venetiglio, sócio da Berlim.co e co-fundador da Dujour. O momento teve como foco as diferenças culturais entre Brasil e Alemanha no âmbito profissional.

Babbel

A berlinense Babbel é uma empresa formada por poliglotas, linguistas, educadores e techs que, em 2007, criou o primeiro aplicativo de ensino de idiomas. Hoje, possui mais de 1 milhão de usuários pagantes foi considerada uma empresa inovadora na área de Educação pela prestigiada Fast Company Magazine. Por esses motivos, é referência na Europa não só em ensino de línguas, mas também em cultura de aprendizagem e multiculturalismo.

No escritório de Berlim, há profissionais de mais de 39 nacionalidades, entre os quais 12 são brasileiros. Eles trabalham em diversas áreas, como Marketing, Conteúdo, Equipe Didática e Relações Públicas. Uma vez que a Babbel já está consolidada no continente europeu, os profissionais brasileiros têm o desafio de adaptar o aplicativo e criar estratégias e campanhas, considerando as particularidades culturais do mercado nacional.

Em breve entrevista, Pessoa fala sobre os diferenciais do mercado brasileiro e alemão e destaca aspectos da convivência em um ambiente multicultural.

Babbel: Quais são os principais desafios em gerenciar o mercado brasileiro em uma empresa alemã?

Breno Pessoa: As culturas de trabalho são muito diferentes. O alemão preza o planejamento acima de tudo, está acostumado a pensar cada etapa e a estabelecer processos para cada atividade, enquanto o brasileiro é mais flexível, criativo e enxerga mudanças a curto prazo como uma oportunidade. Às vezes, o que parece uma solução óbvia para o brasileiro é visto como algo fora de escopo para um alemão. Estar na interseção das decisões é um desafio. O lado mais positivo do trabalho na Alemanha é que eles documentam, analisam e melhoram os processos constantemente. Por outro lado, decisões podem levar bastante tempo para serem implementadas devido a uma mentalidade orientada a resultados a longo prazo.

Babbel: Antes de se tornar o gerente de Marketing da Babbel, em Berlim, você trabalhou como gerente de SEM Sênior, em Munique, e como redator  publicitário no Brasil. Quais as principais diferenças culturais entre o ambiente de trabalho brasileiro e o alemão?

Breno Pessoa: A principal diferença no ambiente de trabalho é a quantidade de reuniões que temos. Raramente um alemão se aproxima da sua mesa de trabalho para perguntar algo de maneira espontânea, pois acredito que eles consideram essa abordagem uma interrupção. Em vez disso, eles convidam você para uma reunião de meia hora e discutem as dúvidas de modo agrupado. Na Babbel, no entanto, com uma equipe multicultural, vemos que a espontaneidade brasileira também está presente em outras nacionalidades. Canadenses, italianos, mexicanos, espanhóis, todos comportam-se como brasileiros nesse contexto. Embora quanto maior o tempo de estadia na Alemanha, mais tendemos a nos comportamos como os alemães. A absorção cultural é inevitável, acontece de forma orgânica, pouco a pouco.

Foto: Shutterstock

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