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Economia & Mercado / BEBIDAS
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2/10/2009 - 15:04
Vinhos brasileiros ganham maior importância no cenário internacional

Exportações para a Alemanha são mais que duplicadas em um ano, mas valores ainda são inexpressivos

Érika Saboya

Ainda que menos de 1% da produção brasileira de vinhos seja destinada ao mercado internacional, o País vem ganhando reconhecimento externo ano a ano pela qualidade de seus produtos. Em 2008, o total das exportações somou US$ 4,68 milhões, o dobro das vendas de 2007, que renderam US$ 2,34 milhões.

O objetivo para este ano é exportar US$ 6 milhões, com a comercialização de 4 milhões de litros, segundo expectativas da Wines From Brasil (WFB), projeto do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). O Brasil exporta hoje para 22 países e os principais destinos são os Estados Unidos, a Alemanha, a Inglaterra e a República Tcheca.

De 2007 para 2008, as exportações brasileiras para a Alemanha tiveram um incremento significativo, passando de 55 mil para 130 mil litros, dos quais mais de 70% eram de vinho tinto. / Foto : Divulgação/ProWein

De 2007 para 2008, as exportações brasileiras para a Alemanha tiveram um incremento significativo, passando de 55 mil para 130 mil litros, dos quais mais de 70% eram de vinho tinto e o restante de vinho branco (média que vem se mantendo desde 2004). Essa quantia, entretanto, é uma parcela muito pequena das importações do país germânico que, recebendo cerca de 1,37 bilhão de litros todos os anos, é o principal importador de vinhos do mundo. Países de cultura e hábitos bem distintos, o Brasil e a Alemanha encontram-se distantes nos rankings que classificam os produtores de vinho.

Embora com áreas de vinhedos semelhantes, a produção alemã é mais de três vezes superior à brasileira, que não passa de 370 milhões de litros anuais. A média de consumo individual do alemão é 20,7 litros de vinho por ano, enquanto a do brasileiro é a modesta quantia anual de 1,6 litros.

Enquanto a Alemanha é o quarto maior consumidor do produto, o Brasil figura na 17ª posição. Entretanto, esses hábitos podem estar mudando. O Brasil já se consolidou como o quinto maior produtor de vinhos no hemisfério sul, perdendo apenas para Argentina, Austrália, África do Sul e Chile. Os avanços, porém, são também qualitativos. No Concurso Mundus Vini, realizado de 28 a 30 de agosto e de 4 a 6 de setembro em Neustadt, na Alemanha, os vinhos brasileiros conquistaram seis premiações, sendo duas medalhas de ouro e quatro de prata. O evento reuniu 275 degustadores de várias nacionalidades, que provaram quase seis mil amostras.







 

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